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Agropecuária
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08:27 (1 hora atrás)
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Segunda etapa da vacinação contra aftosa será lançada quinta-feira
A Agência de Defesa Agropecuária do Paraná – Adapar, da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento, pela lança na próxima quinta-feira (1.º) a segunda etapa da campanha de vacinação contra febre aftosa, que irá até 30 de novembro. O lançamento será às 10h, no Parque de Exposições Governador Ney Braga, em Londrina. A expectativa é que sejam vacinados 9,5 milhões de cabeças entre bovinos e bubalinos de todas as idades.
O evento terá a presença do secretário da Agricultura e do Abastecimento, Norberto Ortigara, do diretor-presidente da Adapar, Inácio Afonso Kroetz, do diretor-presidente da Federação da Agricultura do Estado do Paraná – Faep, Ágide Meneguette e do diretor-presidente da Sociedade Rural do Paraná – SRP, Moacir Norberto Sgarioni - parceiros da campanha.
A Adapar está mobilizando entidades da iniciativa privada para que ajudem a conscientizar os produtores rurais sobre a importância de vacinar todos os animais das propriedades, mesmo aquelas que tenham poucas cabeças. “Nesse caso, o produtor pode se unir a um vizinho para compra conjunta das doses de vacinas. Pretendemos vacinar 100% do rebanho para evitar a ameaça da reintrodução da doença no Estado”, diz Kroetz. Os conselhos municipais de Sanidade Agropecuária (CSAs) vão ajudar a monitorar a vacinação.
ORIENTAÇÃO – Os produtores devem levar a nota fiscal da compra das vacinas até a unidade local de sanidade agropecuária, para comprovar a vacinação do rebanho. O produtor deverá declarar todos os animais existentes na propriedade, para a atualização dos cadastros e aumento da segurança da sanidade de sua propriedade e também do município e do Estado.
O diretor-presidente da Adapar explica que vacinar e proteger o rebanho é barato. “Pôr em risco os rebanhos e ser multado por isso, pode sair bem caro”, afirma Kroetz. Após o período de vacinação, e de comprovação das vacinas, os produtores que não vacinarem seus animais serão visitados pelos fiscais, para vacinação compulsória e serão multados em R$ 96,09 por cabeça não vacinada.
ESTRATÉGIAS – No Paraná, é adotada a estratégia de vacinação semestral de animais com até 24 meses de idade, e vacinação anual de animais com mais de 24 meses. Na primeira etapa, em maio, foram vacinados apenas bovinos e búfalos com até 24 meses. Nesta segunda etapa, realizada em novembro, são vacinados bovinos e búfalos de qualquer idade. Com esta estratégia, os animais com até 24 meses são vacinados duas vezes ao ano e os acima de 24 meses, apenas uma vez.
Clima e preços prometem recuperação da economia agrícola
Boas cotações são estimuladas pela quebra na safra americana; o clima agora é aliado
Se tudo correr como o esperado, a safra de verão 2012/2013 representará a recuperação econômica do agronegócio regional. Isso porque as perspectivas de produção são excelentes depois de uma significativa frustração na safra de verão passada. Esse fator está conciliado a preços que se mantêm elevados sem perspectivas imediatas, ou até a colheita, para quedas.
Nas três principais culturas, soja, milho e feijão, espera-se colher em 1,024 milhão de hectares quase quatro milhões de toneladas. Esse será o reflexo do cultivo em 48 municípios cobertos pelos núcleos regionais da Seab (Secretaria de Estado da Agricultura e Abastecimento) de Toledo e Cascavel.
Desse volume, 3,2 milhões de toneladas são previstas apenas para a soja nessa que, em área, é uma das maiores dos últimos anos. São 942,2 mil hectares dos quais menos de 70 mil ainda não foram plantados. A estimativa, segundo a agrônoma do Deral (Departamento de Economia Rural) da Seab em Cascavel, Jovir Esser, devem ser semeados até o fim desta semana se o tempo contribuir.
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E por falar em tempo, é ele um dos principais favorecedores para o excelente desenvolvimento das lavouras na região. Os 260 milímetros de chuvas registrados em outubro são bastante benéficos a todas as culturas, sobretudo aos 74,4 mil hectares de milho e aos 7,2 mil hectares de feijão. Ambas as culturas estão em desenvolvimento vegetativo. “O nosso único receio é se continuar chovendo muitos dias seguidos, podendo promover um apodrecimento das plantas, mas até o momento não se tem do que reclamar”, conta o agrônomo da Coamo Agroindustrial Cooperativa, Lucas Esperandino.
Para o economista Celso Pessoa, esse bom desempenho já está se refletindo em cifras. “Na safra passada tivemos uma frustração maior da soja, mas que foi compensada pelos preços. Agora ela tem tudo para se firmar como uma safra cheia e com preços ascendentes provocados pela quebra no cultivo norte-americano”, destaca.
Se o tempo contribuir, os preços das commodities devem se manter nesses patamares, R$ 75 à saca de soja, R$ 28 à de milho, R$ 100 à de feijão carioca e R$ 85 à de feijão preto. No caso dos dois primeiros cereais, a queda nas cotações só deve ocorrer se a próxima safra americana tiver uma superprodução. “Até lá, pelo comportamento do mercado, os bons preços deverão se manter”, reforça o economista.
Fonte:JP
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Tópico: Agropecuária
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